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  • DESACATO

    Precisei de tempo para secar minha alma E outro para arrumar meu coração E agora que tudo já se encontra em calma Não sei se vou ter paciência Para não desacatar a desilusão.

  • Em clima de Natal

    Aproveitei o sol de quinta-feira e fui à praia. Na caminhada parei na Atalaia e depois dei uma esticada até Cabeçudas. Para voltar resolvi vir de ônibus. O coletivo repleto de mulheres e cada embarque era aquela saudação: saiu cedo hoje.... que folga!.... isso que é vida boa. Todas amigas de percurso de segunda a sexta. Nessa convívio nas idas para Cabeçudas no ônibus das 6:40 e retorno às 16 horas, o crescimento de uma boa amizade. De tal forma que, numa dessas “viagens” matinais ao trabalho, organizaram alegre festa de “amigo secreto”. A comemoração foi tão animada a ponto de o motorista também ganhar panetone de presente. Meti o bedelho na animada conversa e me senti feliz ao ver pessoas felizes comemorando, além do Natal que se aproxima, a amizade que se fortalece e anima viagem para o batente do dia a dia. Parabéns à turma do ônibus da linha Cabeçudas. Parabéns e Feliz Natal a todas! PS Na foto, parte da turma.

  • ÀS AVESSAS

    Numa palavra, diria que minha infância em Labiata (saí de lá aos 16 anos) foi além do que me era dado esperar entre a terra e o céu: xaxei roçado, fui juiz de futebol, malhei judas, toquei na Banda, vendi castanha assada de caju na rua, fui sanfoneiro-mor nas festas juninas da escola e projecionista do “Cinema do seu Severino”. Desta última experiência, guardo um momento que, mesmo jurando que é verdade, até hoje poucos acreditam: a involuntária projeção invertida de um filme em preto e branco sobre os vikings – aqueles marinheiros bárbaros e conquistadores da antiguidade –, já assistido até a exaustão pelo povo da cidade inteira. Nas duas últimas tentativas de exibição, nem sequer um morador apareceu. A própria distribuidora do filme, sediada no Recife, esquecera de cobrar a sua devolução. Deu-se, entretanto, que, no auge de uma das festas de fim de ano, seu Severino, que morava na vizinha Cupira, pediu-me para encontrar um jeito de atrair o público da mata com uma exibição daquela surrada película. Eu deveria fazer tudo sozinho e antes da Missa do Galo, o momento mais esperado da véspera do Natal. As tarefas compreendiam varrer o cinema, vender e eu próprio receber os ingressos, que eram numerados e picotados no meio, ficando uma metade com o cinéfilo e a outra comigo para juntar ao borderô. Em compensação, eu ganharia a metade da arrecadação. Claro que topei. Assumido o compromisso, logo pela manhã afixei na frente do Bilhar do Toinho vistoso cartaz do filme. Em seguida, fui à loja de variedades do seu João de Ângela, onde nos dias de feira eu tocava sanfona acompanhado de Zé de Sula no violão, e lá pedi para anunciarem no alto-falante a “sessão especial” da produção ítalo-espanhola “Erik, o Viking”, com Gordon Mitchel e Giuliano Gemma. No script do anúncio, enfatizei “cenas espetaculares com navios e brigas de sangue e morte na terra e no mar, piratas valentões com espadas e índios furiosos armados de bodoque, flecha, machado, facão, estrovenga” e o diabo a quatro. À noite, sem o comparecimento de um só morador da cidade, sozinho no cinema, eu próprio vendi os ingressos e orientei os matutos a tomarem seus lugares nos bancos de baraúna – desses onde cabem 6-8 pessoas. Analfabetos na mais extensa acepção da palavra, ali se acomodaram para o momento mágico do primeiro filme de suas vidas. Para eles, regressar ao sítio ou ao engenho depois da Missa do Galo com um retrato tirado pelo retratista Natalício no coreto da praça já seria acontecimento sensacional, digno de comemoração familiar. Sala lotada, chaveei por dentro a porta do cinema, isolei-me na cabine, apaguei as luzes e acionei a velha Bell & Howell 16mm. Feito isso, sentei-me com as pernas cruzadas numa esteira de piripiri e iniciei a leitura de um gibi do "Zé do Caixão". Quando eu estava para emendar o segundo rolo do filme no primeiro, prática usual para não interromper a exibição, olhei para a tela pelo buraco da cabine, a fim de conferir a qualidade da imagem. VigiMaria! Tudo estava de trás pra frente! E mais: o primeiro rolo do filme que deveria estar em exibição na verdade era o terceiro, que eu esquecera de rebobinar na última projeção (fazia três meses). Não poderia ser diferente: a projeção estava de ponta-cabeça! Que susto! Começou com o “FINE”. O mais incrível é que o silêncio reinava absoluto na sala. Os espectadores extasiavam-se emudecidos com o que viam! Os demais rolos do filme também não haviam sido rebobinados, de maneira que a última cena passou a ser a primeira. Como o espetáculo tinha que continuar, não pensei duas vezes: literalmente, deixei rolar! Naquela mesma noite, o amigo Milton de Dudé, o maior criador e contador de estórias fantásticas de Labiata, deparou com animado grupo de matutos conversando num beco, perto da cadeia, para onde tinham sido levados pela curiosidade de ver de perto um soldado de verdade, fardado e armado. A seu modo, Milton traduziu assim o comentário que teria escutado do mais falante: “... Rapai, cumeça cum um defunto qui tava caído numa preda na beira do mar, entonce ele fica curado e avoa discosta e ligero cuma o cão pra banda de riba da ladêra chei de galego armado, aí um baibudo cum chifre de boi num gorro de ferro arranca uma ispada tinino de nova de dentro do bucho do homi qui avuô nele direto da preda do mar, adispôi todo mundo sai de arré correndo abestado numa pissiga da mulesta pelo mato, inté chegá num arraiá...” José Alexandre Saraiva

  • MAIS SABOR, POR FAVOR

    Vendedor de morangos em semáforo de Curitiba, oferece fiado por pix e aumenta vendas ao confiar na honestidade, dizia uma reportagem que li algum tempo atrás. A estratégia de venda aposta em valores éticos e morais. Agrega sabor. Uma caixinha contém: morangos, confiança, honestidade e satisfação. Quase todos os dias quando me aproximo de um cruzamento perto de casa, o semáforo fecha. Primeira ou segunda fila, no máximo, exposta ao vendedor de pastilhas de menta, um rapaz magricelo, bermudas listradas até o meio da canela. Aquele cruzamento é seu ponto vitalício. Está ali há anos com seu mono negócio. Ele se benze e vai passando pelos carros fazendo sinal para baixar o vidro e comprar suas pastilhas. Já comprei algumas, na intenção de ajudar. Parece ser um cara determinado, que acredita no potencial do seu negócio. Mas poderia agregar sabor ao seu produto. Numa dessas paradas, pensei em sugerir uma diversificação no segmento menta, chicletes de menta, mentex, chá de hortelã, talvez camisinha sabor menta (vai que no sufoco alguém arremata!) e sobretudo parar de se benzer e ser mais confiante. Um animal de estimação para auxiliar nas vendas, seria um chamariz eficiente. Vi esse artifício funcionar, num outro cruzamento.  Um sujeito com um cachorro ao redor do pescoço, apenas passava entre os carros e pedia um “ajutório”. Fiquei surpresa com a quantidade de janelas que se abriram. Sabor generosidade(?) O que não faz um cão pelo seu dono! E o que fazem as pessoas sensibilizadas pelo animal, pendurado há horas naquela desconfortável posição. Apelar para o coração dos amantes de bichos sempre funciona. Sabor empatia. Oferecer o produto elogiando o carro, a roupa, o corte de cabelo é outra carta na manga, mas exige um pouco mais de treino. Auto estima é um item de consumo que precisa estar calibrada igual pneu e emula outro sabor: sinceridade. Mas pode aflorar ranços antigos. O de a/o/e cliente chegar em casa e dizer: até o vendedor do semáforo notou meu novo penteado, menos você! Sabor frustração? O sinal abriu antes de concluir meu devaneio.  Retomei o rumo com a esperança de que na próxima vez, ele vai passar na minha janela com novos produtos sem se benzer, perguntar meu nome e dizer: bom dia Marilane, gostei do seu novo batom. Sabor morango!

  • A FAVOR DA UNIÃO CONJUGAL

    Para mim, bar é a síntese da solidariedade. Que clube de serviço, ação entre amigos ou chá de panela ou fraldas... que nada! Todos falam, falam, mas poucos estendem o ombro para o companheiro chorar suas mágoas. No bar é diferente. Dou um exemplo para reforçar a argumentação: você corre a praça para arrumar algum a fim de pagar a conta de luz ou telefone. Só vai ouvir piadas. Dirão: “deixa pra lá, cara. Curte um escurinho com a patroa. Jantar à luz de vela é mais romântico” e por aí vai a conversa. Rodará, rodará e terá que enfrentar o vexame de ver o funcionário da Copel bater à sua porta e sacar do alicate para cortar a fiação. Mas, se você, com o queixo apoiado no braço dobrado no balcão, olhando as estripulias das moscas rondando o croquete sobre o prato, não vai se sentir abandonado. Já, já, aparece um amigo no bar, de bochechas rosadas. Vai lhe convidar para tomar “uma loira gelada”. Se você alegar que tá duro receberá a resposta na bucha: garçom, traz mais um copo aqui para festejar o prazer de rever meu velho amigo, companheiro de tantas noitadas. É tiro e queda. Sairá de lá de cara cheia e todo frajola.... Pô! Essa turma do bar é pedra 90. Mas o pessoal não é assim apenas na hora em que você conta as moedas para sair de casa. Também nas questões do amor a coisa rola favorável. Foi assim, numa manhã de sábado, quando um da turma, dos mais antigos, chegou no Cometa, olhou a roda formada e pediu a atenção e seriedade de todos, convidando-os para uma oração, no melhor estilo do Pai Nosso. Daquelas de orar de mãos dadas e cabeça abaixada, respeitosamente. Daí, então, como naquele fado, foi desfiando um rosário de penas: “Companheiros, quero lembrar aqui as dificuldades em que está passando um companheiro nosso, o velho Beviláqua. Gostaria que todos elevassem seus pensamentos para a volta da felicidade em sua vida. Nosso pedido maior é para que uma luz oriente os pensamentos de sua esposa. Tire da mente dela pensamentos negativos e compreenda uma questão maior. Que uma força superior faça-a entender isto e não cometa desatino: deixe-o continuar frequentando o Cometa. Tin-tin”.

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  • O MUNDO COM NOVA VISÃO

    ZAGA MATTOS Damasceno era bem o tipo que chamam por aí de boa alma. Não tinha boca para nada. Criado no sítio, só foi para a cidade quando trocou as calças curtas por aquelas de brim cáqui, exigidas no uniforme do Ginásio. Estava indo, então, para estudar, hospedando-se na casa dos tios. Guri viçoso, porém indolente, Damasceno descobria novo mundo. Já tinha alguns amigos por lá, conhecidos nas quermesses da festa anual em louvor ao padroeiro da cidade. Era dia de se deliciar com os comes e bebes. Algodão doce, daqueles pendurados numa espécie de imenso cabide, que até pareciam o arco-íris pelo seu colorido, maçãs do amor espelhadas pela calda de açúcar e o quebra-queixo cortado com formão. Doce duro... mas, uma delícia! Era de se empanturrar. Chegava a sonhar com o dia da festa. Fazia planos e tinha um pedido especial para o pai: “fotografia no binoclinho”. A grande atração quando voltava para o sítio no fim do dia. Reunia os amigos para mostrar sua pose na festa, tendo ao fundo a procissão com a imagem do padroeiro. Com jeito de cai-não-cai, levada no andor por quatro congregados marianos, de largas fitas azuis ao redor do pescoço. A propósito, vale destacar que esse era um dos sonhos do menino: ser Congregado Mariano quando crescesse. Também a irmã Maria das Graças, batizada assim em homenagem à Virgem Santa, tinha em seus desejos a glória de passar pelo corredor da igreja, na hora da comunhão, com o véu branco sobre a cabeça, a fita de Filha de Maria ornando sua blusa e ostentando uma postura de acordo com um dos princípios da Pia União: ser grave e sempre decente. Damasceno já começava a ver o mundo de outra maneira. Estava agora no dia a dia da cidade, aquele corre-corre das pessoas, sem aquele ar contrito que aparentavam durante as cerimônias litúrgicas nos dias da festa do Padroeiro. Na verdade, da linguagem religiosa, na rotina diária, valia apenas o cada um por si e Deus por todos. Assim foi se acostumando e dividindo o dia entre as tarefas da escola e o auxílio na limpeza da casa. Na modorra da tarde, quando lhe batia a lombeira, Damasceno lembrava-se da vida na roça. Em momentos iguais àquele que agora vivia, para fugir do sol, parava de capinar e ia para a sombra debaixo de alguma árvore. Ficava ali na pose de “dar de mamar à enxada”. A imagem era essa, com o cabo da ferramenta encostado em seu peito e olhar perdido no extenso eito de roça para cumprir. Se hoje não havia “Duas Caras”, a enxada preferida, lhe era dada a vassoura para limpar a casa da tia. Dessa maneira ia tocando a vida, fazendo ouvidos de mercador às broncas da dona da casa. Se a saudade batia começava a cantarolar “Quando no terreiro é noite de luar e vem a saudade me atormentar... eu me vingo dela tocando viola de papo pro ar”. Mas, nunca elogie um burro antes de atravessar o rio. Não precisou chegar ao segundo ano do ginásio, com suas aulas de latim, para Damasceno ensinar o padre a rezar missa. Pela influência dos amigos e diante da zombaria de alguns da turma da escola, que viviam a lhe chamar de matuto, Damasceno conseguiu “alvará de soltura” para se desprender da imagem. Era a autorização para mexer naquela máquina que havia no escritório do tio. Naturalmente, com a supervisão da prima. Ficou abobado quando viu as primeiras imagens. E as descobertas pelo Yahoo, Cadê...!!! Foi descobrindo coisas. Vendo os tênis da moda, penteados... Damasceno já estava noutra. Em cada ida para o sítio, contava para os pais, que abriam sorrisos de orelha a orelha, orgulhosos dos avanços do filho. A satisfação do pai, que de sol a sol lutava contra ervas daninhas, sol e chuva e mais ainda o gerente do banco, era ver o progresso do filho em sua vida da cidade. Contava para todo mundo na venda do Aparício: - o menino tá indo faceiro e adiantado nos livros. Tá se desgarrando dessa lida do sítio. Para ver o filho se arranjar melhor, não poupava esforços e sacrifícios. Com isso, logo logo, Damasceno mudou o figurino. Deixou as calças largas e os chinelos perdidos num canto da despensa. E adotou a moda da cidade e o que via no computador. Resumindo a ópera: Damasceno agora é todo high tech. Percebeu que os benefícios da tecnologia se adaptavam bem à sua propensão ao “dolce far niente”. Se antes não era chegado ao batente agora estava à vontade. Mudou da garapa para o vinho. Até namorada arranjou no feicebuque e marcava os banhos de rio com a turma pelo zapzap. Na agenda do celular, só tem marcado baladas e churras. A festa do Padroeiro é lembrada apenas quando abre a gaveta onde estão as lembranças dos pais e vê lá, perdido num canto, o “binoclinho”.

  • MINHA KOMBI AZUL

    Ah, quem me dera ter uma kombi azul, de focinho branco. No vidro traseiro um adesivo STP, e outro do Coxa Campeão 1985. Nesta chuva eu dirigiria com cuidado, com a cabeça quase colada no vidro, reduzindo marchas no tempo, e acelerando na reta, tomando cuidado na curva, porque pra tombar basta um descuido, uma ilusão, de ótica ou de coração. Teria que ouvir rádio , qualquer uma estação, mas se desse sorte, ouviria músicas brasileiras para poder cantar junto. Eu me apressaria a chegar ao destino antes do anoitecer, pois os faróis da Kombi não são lá muito confiáveis. Mas eu sem conhecer o meu destino, teria pressa sem saber do que, aceleraria sem saber porque, e cantaria mais alto pra não me perder. Mas me perder de quem? De onde? De que? Sem saber de onde vim e nem para onde vou, como me perderia? Também não me encontraria. Sei que vim do passado e vou para o futuro. Sei o caminho do passado, mas não consigo retornar. Desconheço o caminho para o futuro, mas é por ele que eu sigo. E o presente onde está? Não consigo encontrar. O presente não é fixo, não é imóvel, não é constante. É fugaz! Me escapa, me sinto incapaz! Quando penso que o encontrei, já virou passado ou futuro, nunca sei. Dizem que é problema de timing. Pensei que fosse de tempo. Quando penso que estou vivendo o agora, estou lá atrás no passado, lembrando, comparando, buscando por ele. Presto atenção na estrada, parece que entrei numa cilada. Mão dupla? Estarei na contra-mão? E agora, freio ou acelero? A vida é curta, é breve, e é viver que eu quero. Se acelerar acaba logo, mas se frear perde a emoção. Andarei em ponto morto só para economizar gasolina? Minha kombi azul tem 5 marchas, dá pra esticar na estrada. 4 pneus carecas, um estepe esfarrapado, freio a disco, teca, voador, ou seriam pastilhas, Valda ? Kilometragem avançada. Minha kombi está velha, barulhenta, mas tá na estrada! Caiu de moda, ultrapassada.Lataria amassada, e um tanto enferrujada. Motor batendo, marcha enroscando, roubaram a antena, canto mais alto. O guarda acena, de onde surgiu? Acelero e mando a pqp. Deu rima, melhor assim. Gosto de cores e de brincar com palavras. As vezes elas brincam comigo, muitas vezes brincadeiras de mau gosto. Escuto cada coisa... As cores também as vezes são traiçoeiras, as vezes roxas outras vermelhas, como das luzes do carro de polícia que me persegue. -Pode correr, eu corro mais! Não vai me pegar, vai ficar sempre atrás. Estou apenas imaginando e vocês aí, se arriscando. Mas outras vezes as cores são gentis, ora rosas, ora azuis. Rosas sem espinhos e Azul como a Kombi que eu não tenho. A Kombi azul, com adesivo STP. Poderia ser verde. Elaine de Lazzari Todas as reações: 20Aracy Pedrozo, Graça Barros e 18 outras pessoas

  • NUM 8 DE MARÇO QUALQUER...

    Abro o jornal, só para ver o calendário, você é de Peixes, por coincidência eu sou de Aquário. O horóscopo me dá, todo o mês, para o amor, meu signo é você, o azul, a nossa cor... O calendário, hoje, me diz muito mais. Diz-me que é seu dia. Seu e de todas as mulheres do mundo. E aí há aquela enxurrada de homenagens. Do noticiário matinal das rádios aos programas de mexericos e receitas, passando pelos comentários esportivos e políticos... É voz uníssona; Parabéns, mulheres! É a oportunidade para despertar paixões adormecidas, colocar lenha no fogo que vem incendiando o coração e também para mostrar gratidão àquelas que enlevaram seus sonhos, devaneios, planos e promessas. Muitas paixões tiveram chamas de finitude anunciada e pouco duraram. Assim, os galanteadores de plantão vão acionar o zapzap e agenda. Não faltará aquele que dirá: ‘me deu um branco e tive que recorrer à agenda para mandar esta mensagem. Fui lá na letra I e estava o seu número ao lado da palavra-chave: INESQUECÍVEL”.

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Zaga Mattos

Com um nome de 34 letras resolvi facilitar a comunicação e adotei, de vez, o Zaga Mattos. Jornalista, hoje, por ócio do ofício, escritor.

 

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