O apocalipse escolar de última hora
- Zaga Mattos
- 3 de jul.
- 1 min de leitura
Zaga Mattos
Só sei dizer que foi um corre-corre no grupo de “uatzap”. É culpa de quem? Da professora do Zezinho. Ou seria Joãozinho? Enzo? Sei lá! Só sei ou imagino que o garoto bateu o pé e exigiu da mãe: — Tem que ser palito de picolé!!!
Houve quem abrisse prateleiras, vasculhasse gavetas e indagasse: — Serve hashi? Aqueles pauzinhos para comida japonesa...
Que nada! O garoto fez cara de choro e a mãe correu para o zapzap: — Não! Tem mesmo que ser palito de picolé! Até já ofereceram palitos de fósforo, daqueles grandões, de quase vinte centímetros... E nada! Ele quer, porque quer, palito de picolé!
Para justificar a contrariedade do garoto, a aflita mãe adiantou detalhes e até mandou fotos. Foi aí que imaginei o quanto deve ter sofrido a genitora de Niemeyer.
— Quero que amanhã vocês me tragam a maquete! Sem falta!
Fazer a maquete de estádios, desses da Copa, sustentados por pilotis retos e uniformes, já não é fácil. Principalmente se já estiver fechado o supermercado para comprar os palitos. Imagine como foi o sofrimento da senhora Niemeyer.
Felizmente, as preocupações da minha mãe com as atividades extraclasse do meu currículo escolar não foram além de comprar papel crepom para enfeitar a bicicleta no desfile do Sete de Setembro ou procurar alvaiade para dar ao meu tênis a destacada alvura.






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